Reportagem – Revista PushStart @ Fnac GaiaShopping

No passado dia 31 de Outubro, os nossos parceiros da revista pushstart foram convidados pela Fnac do GaiaShopping para um evento que integra o ciclo Gaming, onde tiveram oportunidade de apresentar o seu projeto.

Apesar da pouca afluência do público, talvez condicionado por ser noite de Halloween e/ou noite de liga dos campeões, o retromania.pt não faltou ao evento e aqui fica o nosso testemunho.

A PushStart foi representada por 2 elementos da equipa core: Miguel Coelho e o Ivo Leitão, que deram a conhecer as origens, a evolução e o estado actual do projeto.

A apresentação começou por divulgar as origens deste projeto, estávamos em 2010, quando um grupo de 4 amigos resolveu criar uma revista de videojogos em formato digital, uma tendência cada vez mais clara numa época em que publicações procuravam de um modo geral, abdicar do formato físico para passarem a existir unicamente nos meios digitais.

Assim nasceu o site da pushstart, uma web que concentrava o que de melhor se fazia no retrogaming e no gaming em geral.

Todos os meses através do site, a equipa da pushstart disponibilizava para download uma revista totalmente gratuita em formato pdf (com artigos de opinião, reviews etc…) que se destacava da concorrência, ao procurar apresentar conteúdos próprios, criando a sua própria identidade e evitando de forma consciente publicar noticias possíveis de encontrar noutros locais. Segundo palavras de Miguel Coelho: “nesse tipo de segmento já existiam outros para o fazer e que poderiam seguramente fazer melhor que nós”.

Num dos primeiros slides que surgiram na projeção, foi apresentado o aspeto da primeira página logo a seguir à capa, onde em vez do típico índice, surgia um tutorial explicativo de como interagir com a revista. Os conteúdos eram dinâmicos e incluíam videos no próprio pdf, aproveitando assim o que de melhor a tecnologia tinha para oferecer naquela época.

A revista gradualmente foi evoluindo o seu aspeto gráfico e isso tornava-se cada vez mais evidente de edição para edição, ao tentarem constantemente inovar a forma como os conteúdos eram apresentados.

Nesta evolução que aconteceu de um modo geral, foi destacado o restyle que o logotipo sofreu ao longo do tempo e a forma como eram apresentadas as reviews dos jogos / gadgets. Inicialmente existia um sistema típico de pontuação, mas rapidamente a pushstart concluiu que este não era um método justo de classificação e optaram por integrar um conceito mais minimalista de aprovação/desaprovação, com um pequeno texto anexo que resumia o motivo da nota atribuída.

A equipa da pushstart ao longo dos anos sofreu diversas mutações e embora já não estejam ligados ao projeto todos os membros fundadores, a pushstart orgulha-se de manter na sua equipa 2 dos fundadores originais.

À medida que o projeto foi crescendo e ganhando visibilidade, o número de colaboradores também aumentou e hoje em dia encontram-se espalhados um pouco por todo o país. Para o melhor demonstrar, um mapa surgiu na projeção com a localização geográfica de cada um dos elementos da equipa core e dos restantes colaboradores.

A edição n.º 55 foi a última revista publicada em formato digital, a partir daqui começou-se a estudar a possibilidade de a revista passar a ter uma edição física.

Este sonho, também trazia receios, mas graças a uma parceria com a Microsoft Portugal que acreditou neste projeto, tiveram o impulso financeiro necessário para tornar realidade a revista física.

A primeira edição teve como tema de capa o Commodore Amiga 500, onde uma conhecida imagem renderizada em 3d desta máquina fez a capa, graças ao consentimento do autor da imagem original.

No seu interior podíamos encontrar muito conteúdo sobre a Mega Drive, Sega Saturn, Playstation, Dreamcast e até os salões de arcade, mas a equipa da pushstart não querendo descurar as raízes do projeto, no final da revista resolveu incluir uma secção denominada HD, onde eram abordados jogos atuais.

Esta opção editorial, acabaria por tomar um novo rumo já a partir da segunda edição, ao concluírem que não seria uma mais valia para os potenciais compradores a inclusão de jogos atuais e a partir daqui a publicação foca-se totalmente no retrogaming.

A revista passa a estar disponível por sistema de pré-encomenda através do site oficial e passa a ter periodicidade bimensal.

Ao fim de 2 anos de existência da revista física e de 10 edições, a pushstart informou em Setembro passado através do seu site oficial, que por falta de tempo dos seus colaboradores, iria suspender a revista em formato físico. Esta não foi uma decisão fácil de tomar, mas olhando de forma objetiva para o actual momento da revista, perceberam que esta seria a melhor altura para saírem de cabeça erguida, plenamente conscientes do óptimo trabalho que fizeram até aqui.

Apesar desta infeliz noticia, Miguel Coelho informou que estão previstas mais 2 edições, sendo que a edição n.º 66 está praticamente fechada e tudo será feito para que seja publicada ainda este ano. A n.º 67 será a “última” edição e servirá como edição de despedida.

Contudo, isto não significa que a PUSHSTART irá deixar de existir, apenas que terá uma vida diferente e que terá como foco o seu website, com o objetivo de manter o projeto vivo através dele, alimentando-o com artigos e notícias de uma forma mais regular.

No final da apresentação que durou sensivelmente uma hora, o público teve oportunidade de ir conhecer de perto as revistas e de colocar qualquer dúvida que tivesse.

Gostaríamos de agradecer aos intervenientes deste evento que tão bem nos receberam e desejar votos de sucesso e um futuro grandioso a toda a equipa da pushstart.

REVISTA PUSHSTART
http://www.revistapushstart.com/

FACEBOOK
https://www.facebook.com/pushstartrevista

 

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